Portugal Parte 1 – A Chegada

Olha quem conseguiu ter tempo para trocar algumas palavrinhas por aqui! Estou doida para escrever logo tudo. Mas os dias aqui tem sido corridos. Além da programação do festival, tem uma pessoinha que me cobra atenção quando estou por perto. Vou tentar contar tudo que aconteceu até aqui, mas em partes! Preparem-se!

Time lindo, minutos antes de embarcar!

Começando pelo embarque propriamente dito. Foi uma correria arrumar todas as malas, de roupa e de cenário, mas depois de muita ansiedade, finalmente embarcamos. E quando digo embarcamos quero dizer, eu, o Lúcio (que é meu marido e nessa viagem veio para ser meu técnico) e a Marina (minha filha que veio só por ser minha filha mesmo).

Passamos (Lucio e eu) a noite em claro no avião! Mas para a nossa sorte Marina dormiu o tempo todo. O cansaço bateu forte quando chegamos. Eram 7h da manhã em Lisboa, mas no nosso horário era ainda 3 horas da madrugada.

Passamos pela imigração, facilmente nos carimbaram os passaportes, mas estava uma fila imensa. Eu estava com tontura de sono, cansaço e fome. Marina irritadíssima por ter sido acordada. Enfim…

Para facilitar o nosso transporte de Lisboa para Portalegre (no Alentejo, onde é o festival). Nós alugamos um carro já no aeroporto. Quem me conhece mais de perto sabe que eu não sou lá aquela motorista que se diga, nossa que motorista. Quem conhece o Lucio mais de perto sabe que por motivos de força maior (leia-se multa mesmo) ele não está dirigindo.

Então, eu mesma tive que ser a motorista da rodada. Com um baita carrão, enorme, cheio de botões e sensores e coisas que não sei nem pra que servem. Agora imagina para essa palhaça que vos fala, que está acostumada a dirigir em Londrina e nada mais, de repente, cair no meio do trânsito em Lisboa.

Foi muito, muito, muito tenso. Ao sair do aeroporto, não sei bem que horas eram, mas era perto das 8h da manhã. Esse é o horário universal de trânsito em qualquer grande cidade. Resumindo, tive que fazer a mesma rotatória umas três vezes até conseguir sair dela. Quase morri do coração várias vezes, mas deu tudo certo!

Neste dia, fomos à Cascais, pertinho de Lisboa, encontrar pessoas muito amadas que não víamos faz tempo. Foi muito especial! Cascais é linda, tem mar, montanha, parques, castelos! É tudo muito simpático e acolhedor ali. Comemos até um delicioso pastel de nata! Deu um quentinho no coração!

Embora estivéssemos cansados, estávamos eufóricos e não queríamos perder nada. Não sabemos se vamos conseguir voltar a Cascais, então, andamos bastante e descansamos pouco. Deveríamos ter descansado. Fez falta…

Depois minha ansiedade começou a gritar por dentro de mim. Tinha que ir à Portalegre. Em alguns lugares vimos que seriam 4 horas de viagem, em outros 2 horas. Não sabíamos como seria a estrada e não podia chegar tão tarde no Festival.

Pé na estrada!

Saímos de Cascais pouco depois das 16h. A estrada é tranquilérrima. Pouquíssimo movimento, bem sinalizada, mas uma reta infinita. E nessa hora o sono pegou com força. Café, água gelada e segue o baile. Marina dormiu o tempo todo de novo. Achamos que era só sono mesmo. Mas não era. Eu nem imaginava o que viria depois.

(Continua)

Isso o Instagram não mostra

Agora é pra valer, estou às vésperas do embarque e o que antes era só um sonho, vai se tornar real! Meu coração está pulando loucamente. Sinto dores de cabeça de nervoso, mal durmo e a caganeira continua, obrigada, de nada.

No meu último ensaio por aqui, sentei e chorei! Não que isso seja novidade porque fiz isso inúmeras vezes ao longo desse processo. Sentei e chorei! Um choro de alegria e desespero, de medo e euforia. Sentei e chorei.

Aí fiquei me perguntando se deveria escrever sobre isso. Sobre essa fragilidade tão humana diante do medo de um desconhecido tão esperado. Mas o que é a palhaça se não a exacerbação dessas fragilidades? Então, amiguinhos, vai ter exposição e verdade por aqui sim! Se não fosse assim, eu nem escreveria.

Minha casa está de pernas para o ar. Malas e mais malas que vêm e vão. Algumas vão, outras ficam. E no mar de objetos que escolhi para usar em cena me vejo perdida. Como leva-los? Será que vou sobreviver se usar algum substituto? Será que preciso de tanto apego assim?

Óbvio que já tô acendendo velas pra Nossa Senhora da Bagagem, porque qualquer ameaça de extravio me arrepia a alma. Tem coisas que vão no meu colinho, com todo cuidado que merecem. Azul, cuida do resto pra mim com carinho, por favor, por favorzinho….

Eu rindo no mesmo banquinho que chorei. Foto: Fábio Alcover

Agora devo voltar aqui só depois de desembarcar em terras portuguesas e provavelmente depois da minha estreia por lá, que já acontece no dia 7. Muita coisa terei para contar, com certeza! E volto aqui, assim, desse jeitinho, fragilzinha, com toda verdade do meu coração para dividir tudo com vocês.

No mais, Frida que segue…

Tá quase…

À medida que o dia do embarque se aproxima minha caganeira avança! Pensa num medo doido de tudo que pode acontecer! E de tudo que pode não acontecer. E de tudo que tem que acontecer! E de tudo que eu gostaria que acontecesse. E de tudo que vai acontecer independente da minha vontade e do tanto que vai ser lindo tudo, da maneira que for!

Por enquanto, estou só na expectativa, no desejo, no planejamento, na organização! Já tem muita coisa pronta e encaminhada e muuuuita coisa por fazer!

A vida precisa continuar no eixo por aqui, mesmo na minha ausência. Então, os demais projetos que ficam, continuam rodando, assim como, vão comigo no meu coração! E me fortalecem a ser essa palhaça que eu sou e essa pessoa que eu sou. Volto logo Plantão Sorriso e Multidançarinas! Obrigada por me ‘deixarem’ ir e me receberem de volta. (Nem fui ainda mas já estou fazendo média pra quando voltar, hehe).

Agora é só colocar tudo dentro da mala, torcer pra caber e ficar dentro do peso que a companhia aérea estipula e ir. Aproveito pra avisar que vou usar sempre as mesmas três trocas de roupa (não reparem), já que tenho um cenário grande e pesado para despachar.

Aproveito também para dizer que não trabalho com comércio exterior (muamba mesmo) e não adianta fazer encomenda. Todos os vinhos que eu trouxer serão para consumo próprio (E pra pagar uma galera que tá me ajudando com tudo isso). Ah, e se o cenário pesa na ida, imagina na volta!

No mais,

Frida que Segue!

PS: Se você ainda não me segue no instagram, corre lá @palhacafrida!

Frida que Segue

Olhá só quem tem um Blog inteirinho pra chamar de meu! Com domínio e tudo! O negócio é o seguinte! Que chique ter um desses, num tô me aguentando. Agora falando sério! Vocês viram que tem até logo? Aiin, que bonitinha… Mas porque um blog, Frida? Porque sempre sonhei em ter um!

E explico melhor! Algumas pessoas já sabem, outras não sabem e outras não estão nem aí! Mas esse ano, o 2019 mesmo, eu completo 15 anos sendo palhaça! (E de quebra comemoro 20 anos fazendo teatro! Velha? Não, né! Só comecei cedo!)

Eu disse, 15 anos sendo palhaça? Gennnte, isso merece uma debutância toda especial! E, numa coincidência linda desse universo, neste ano de 15 anos eu saio pela primeira vez em turnê mundial! Pelamordadeusa, eu tremo só de escrever isso (real). 

Daqui a alguns dias, começa a rodar o meu projeto Frida Circula! Que tem o patrocínio do Promic, o Programa Municipal de Incentivo à Cultura, via Secretaria de Cultura/ Prefeitura de Londrina. 

Vou fazer várias viagens por esse projeto levando na mala meu espetáculo solo Ao Ponto e, também, oficinas e workshops sobre palhaçaria! 

A primeira viagem acontece loguinho! Em menos de vinte dias eu embarco para Portugal, para apresentações e oficinas em três cidades por lá! 

E vou contar tudo, tudinho, tudo mesmo, aqui! Então, vem comigo que te levo nessa bagagem! 

E no mais, Frida que segue! 

Foto: Denise Cavazzana