Portugal Parte 3 – No Teatro

Finalmente o grande dia tinha chegado! Me preparei e esperei tanto por ele que quase não acreditava que seria real. Marina amanheceu melhor, mesmo assim entramos em contato com um médico. Fui tomar café da manhã enquanto ela e Lucio descansavam.

Depois do café e de socializar um pouco com as palhaças (bem pouco, sou tímida e estava nervosa) voltei para a hospedagem para buscar minhas coisas e ir ao teatro. E, mais uma vez, me odiei por ter tantos elementos para carregar. Mala gigante, bolsa, caixa… e tudo mais ladeira acima, porque né, o carro não chegava na minha hospedagem.

Olhando a foto agora, não sei como consegui carregar tudo sozinha. Estava muito pesado!

Consegui uma caroninha para facilitar um pouco o trajeto. Eva, (palhaça e produtora do festival) me deixou no teatro, me ajudou com algumas coisas e logo seguiu para resolver as outras demandas do festival. E eu fiquei ali, sozinha, num teatro que pertenceu a um convento, que com certeza é mais velho que o Brasil inteiro. Teatro do Convento (de Santa Clara)!

Eu, que morro de medo de ficar sozinha no Triolé, não tive nem tempo de ter medo dos fantasmas desse convento. Pensando agora, imagina o tanto de fantasma. Eu hein, que medo! Para além dos fantasmas, era um espaço bem bacana. Pequenininho, intimista, envolvente. Plateia em posição confortável.

Comecei logo a desempacotar minhas tralhas e pré-montar tudo. Os técnicos de luz viriam só depois do almoço, então aproveitei para ajeitar as outras coisas. Adiantei bem e quando vi já passava das 13h.

De volta a hospedagem encontrei Marina bem melhor. O médico tinha ido até lá, examinado e estava tudo bem (Obrigada Mondial Seguros, atendimento pontual bem quando precisamos!). Segundo ele, algo que ela comeu não caiu bem. Segundo eu, a ansiedade era tanta que tinha que estourar em algum lado. Sobrou pra ela! Tadinha.   

Voltamos os três para o teatro para montar a luz e lá ficar até a hora da apresentação. Foi tudo muito tranquilo. Os técnicos (Vera e Diego) eram bem bons e nos ajudaram muito! Marina brincou bastante durante essa preparação. Numa boa. E numa conspiração linda do universo, ela dormiu bem na hora que precisávamos passar um ensaio.

Brincando bem de boas!

Pensei, “é bom demais pra ser verdade”. E era mesmo! Ensaio feito, últimos retoques de luz. Marina descansando. Tudo estava tão pronto e certo que todos foram embora para resolver outras coisas em outros lugares. E mais uma vez fiquei sozinha nesse convento/teatro/ teatro do convento.

Respirando, agradecendo ao universo pela chance de estar ali e de estar tudo dando tão certo (apesar de todos os perrengues do dia anterior). Repassando cada piada na minha cabeça. E de repente, consegui um sinal de wifi do além. Até então não estava conseguindo me conectar ali. O sinal chegou em tempo para que eu recebesse algumas mensagens importantes e carinhosas do Brasil. Me fortalecendo para a estreia em além-mar que me aguardava. Benção de mãe que chegou na hora certa!

Uma das mensagens (de um amigo muito querido e pessoa muito especial nesse processo todo) me lembrou do tanto que eu quis que isso tudo acontecesse. Me lembrou que há pouco tempo isso tudo era só uma ideia e esse espetáculo era só um desejo. E hoje ele é real e me trouxe tão longe. O conselho dele, nessa altura do campeonato, fez muita diferença. Respira, divirta-se e que cada passo em cena seja firme! Essas palavras ficaram ecoando no meu coração.

Tudo ia bem! Deu tempo de me maquiar com tranquilidade, sendo fotografada por um jornal que eu não sabia, mas era uma publicação importante de Lisboa.

Antes de entrar em cena, pedi energia positiva. Entrei! Estava tudo lindo! Plateia generosa. Rindo logo na primeira chance. E continuando a rir comigo (e de mim) nos momentos iniciais do espetáculo. Eu me sentia bem. Estava respirando, me divertindo e tinha firmeza nos passos!

Tudo ainda estava claro…

Até que, de repente, a energia elétrica caiu. E minha vista escureceu. (Pô Santa Clara, logo você…)

E aí já é papo para outra postagem!

(continua)

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